O que é o cinturão de asteroides que fica entre Marte e Júpiter?

OSR blog post

O cinturão de asteroides, ou a cintura de asteroides, as vezes xhamada de cintura interna de asteroides é na verdade uma região de nosso sistema solar que fica aproximadamente entre as órbitas de Jupiter e Marte.

O cinturão de asteroides é casa para milhares de objetos irregulares que são comumente chamados de asteroides. Esta faixa também é conhecida amplamente como a cintura principal da galáxia, estando em contraste com outras parecidas, como o cinturão de Kuiper ou até mesmo os asteroides troianos que geralmente co-orbitam ao lado de Júpiter.

Muito mais de metade dessa massa de asteroides que forma a cintura está contida em quatro objetos de tamanho considerável, eles são Ceres, 2 Palas, 4 Vestas e 10 Higias. Dentre eles o maior é Ceres, que é considerado como o único planeta anão dentro do cinturão, possuindo um diâmetro de cerca de 950 km, sendo duas vezes maior que o segundo maior objeto da cintura.

Pixabay

Pixabay

Entretanto, a grande maioria dos objetos e corpos que fazem a composição do cinturão são infinitamente menores. Toda a massa do cinturão, que equivale a apenas 4% da massa da Lua, encontra-se completamente dispersa por toda a órbita, o que torna a tarefa de atravessar o cinturão extremamente difícil.

No entanto, dois asteroides de maior tamanho podem acabar se chocando, o que forma uma família de asteroides, de composição e de caraterísticas similares. Geralmente essas colisões produzem poeira cósmica, que faz parte de forma majoritária da luz zodiacal.

Como o cinturão de asteroides se formou?

O cinturão de asteroides se formou dentro da nebulosa protossolar, assim como todo o restante do nosso sistema solar. Os diversos fragmentos de matéria que estão na região do cinturão, na verdade, formaram um planeta, no entanto, todas as perturbações causadas pela gravidade de Júpiter, um planeta imenso, fizeram com que vários fragmentos colidissem em velocidades assustadoras contra o planeta, o destruindo e ensejando no resíduo rochoso que se encontra por lá atualmente.

Quais as consequências da gravidade jupiteriana?

Uma das principais consequências dessa perturbação gravitacional são conhecidas como lacunas de Kirkwood. Essas lacunas são, na verdade, zonas nas quais você não encontra nenhum asteroide devido as ressonâncias orbitas de Júpiter.

Caso algum asteroide venha a ocupar uma dessas lacunas, ele seria imediatamente expelido a uma velocidade assustadora para fora do sistema solar, ou para algum planeta do circulo interior, como a Terra, colidindo com esses planetas, e se desfazendo na atmosfera.

De forma geral, não precisamos nos preocupar com esses asteroides, mas o cinturão em si pode ser um problema quando o homem resolver explorar outros lugares fora de nossa galáxia, já que passar por ele é uma tarefa extremamente complicada.

Pixabay

Pixabay

Mas o cinturão também serve como um filtro, um escudo para nosso planeta. Os asteroides maiores que vêm de fora de nossa galáxia geralmente acabam ficando pelo cinturão, que serve como um filtro.

Gostou do que leu? Então que tal saber mais sobre as galáxias e as estrelas em nosso blog? É só clicar abaixo!

Leia nosso blog!

Se você curtiu essa matéria, vai curtir ainda mais nomear uma estrela! Não sabe como? É só clicar aqui:

Nomeie uma estrela!

Larissa Sanders é bacharel em Publicidade e Propaganda, com MBA em International Marketing Management. Trabalha na área há 12 anos - principalmente escrevendo, editando e traduzindo conteúdos digitais. Na OSR, Larissa cria textos sobre astrologia, astronomia e presentes desde 2018, trazendo novidades semanalmente para o blog brasileiro. Ela é tão apaixonada pelo céu, que decidiu ter uma estrela pra chamar de sua, além de uma coleção de objetos que remetem ao universo, carinhosamente espalhados pelo próprio apartamento. “Under the sky, under the heavens, there is but one family.” ― Bruce Lee